Jose Malhoa - Baile de Verão
De todos os artistas que povoam o panaroma musical português José Malhoa é, sem dúvida, um caso de sucesso inegável. Longe vão os tempos de 24 Rosas, tempos em que a filha de José Malhoa ainda tinha decência (e um nome só com um "n") e José Malhoa era uma referência incontornável.
Nos dias que correm José Malhoa continua a fazer magníficos discos de óptimas canções. Mas falta-lhe o reconhecimento.
Sobre Baile de Verão há pouco a dizer. Malhoa volta a trazer-nos um rol de 10 de canções de Amor tão poéticas e adultas como brejeiras e adolescentes. Mais do mesmo? Não. Em cada album novo José Malhoa reinventa-se e renova-se. Sempre adaptando-se ás novas tendências José Malhoa é um visionário, um homem à frente no seu tempo.
O single, título do album, Baile de Verão é uma deliciosa canção sobre o começo de uma relação num meio rural. A alusão ao apoio do padre ("e toda a malta gritou, até o padre ajudou: aperta aperta com ela") diz bem do conhecimento que Malhoa tem do Amor rural e de como a Igreja ainda é tão importante nesses meios menos evoluídos. Mal de Amor (Desde que ela foi) é um tema que fala de perda e da saudade, esse sentimento sempre presente na música popular portuguesa.
José Malhoa - Baile de Verão
ESPACIAL - 2004
Classificação - 8/10

2 Comments:
20 de outubro de 2004 às 21:55,
Ginjas disse…
meu deus!!!!
patrícia anónima, permite-me uma correcção. os alemães não tomaram conta dos pinguins guisados. foram os RUSSOS que adoptaram (segundo a legislação do Star Trek invertido) os pinguins-guisados. e tem mesmo que ter hífen, porque senão são palavras divorciadas, o que toda a gente sabe que é chato, porque depois torna-se mau. as palavras casadas têm hífen, mas não têm filhos, pq são geralmente estéreis.
tudo isto por causa dos frigoríficos terem cagado cogumelos radioactivos em cima dos dinossauros.
1 de novembro de 2004 às 12:51,
Anónimo disse…
Longe de estar a par das teorias dos pinguins, o meu estudo foi sobre o papel do padre nesta história toda. E decidi denunciar um aproveitamento flagrante por parte dessa entidade, em toda a situação de acasalamento! Senão vejamos: o padre instigou à cópula... ora, o seu objectivo era que as duas criaturas procriassem! E para quê? (Pois o meu elaborado estudo não deixou essa pergunta sem resposta!) Então, para retirar dividendos dos baptizados!
Concluindo, José Malhoa faz o papel da revista no antigo regime: denuncia, com pequenas alusões leves aos factos! Querem mais arte do que isto? BIBA O MALHOA!!!
Ana Ferro
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